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Mulheres em Hollywood: Patty Jenkins e Gal Gadot tiveram uma conexão instantânea que deu poder á “Mulher Maravilha”

Gal Gadot e Patty Jenkins são capa da revista Deadline no mês de dezembro, onde concederam uma entrevista que mostrou o entrosamento da dupla. Confira a tradução abaixo:

No primeiro dia em que se conheceram, Patty Jenkins e Gal Gadot, entraram em um restaurante de sushi e não pararam de falar por quatro horas. “Nós duas somos apaixonadas por tantos assuntos“, diz Gadot. “Vida familiar, Segunda Guerra Mundial, Holocausto, os seres humanos, raça, política. Estávamos chateadas e ficamos felizes emocionadas “.

Essa conversa ainda está em andamento. Meses depois do filme, Mulher-Maravilha, ter se tornado o maior sucesso do verão, o par continua com química, tanto que falam em sincronia. Elas não concordam, elas se sobrepõem, ambas as vozes preenchendo o quarto ao mesmo tempo como duas harmoniosas guitarras.

Percebemos muito rapidamente que queríamos fazer o mesmo“, diz Jenkins. Eles sonhavam em fazer um clássico filme de super-heróis no de estilo Richard Donner  – que fosse emocionante, romântico e engraçado e, acima de tudo, inspirador. Jenkins não contratou Gadot. A estrela já fazia parte da franquia após a breve estréia da Mulher-Maravilha em Batman vs Superman: A Origem da Justiça. No entanto, ambos sabiam desde a  primeira reunião que eram uma combinação feita em Themyscira.

Gadot ri , “Estávamos destinadas a estar juntas“.

Desde então, elas se tornaram cada vez mais próximas. Elas filmavam seis dias por semana, e no sétimo dia, se juntavam com os filhos de ambas. No final das filmagens, depois de meses de acrobacias, chuva e cansaço físico, quando o joelho de Gadot começava a doer, o de Jenkins também doía. “O nosso relacionamento se tornou simbiótico“, diz Gadot. “Se meu ombro direito estivesse dolorido, o ombro esquerdo dela também estava. Ela estava refletindo minha dor “.

Gadot ganhou os músculos doloridos de uma estrela de ação. Mas, para se preparar para as cenas de batalha, ela e Jenkins se preocupavam mais em calibrar os sentimentos internos da Mulher-Maravilha do que a cenas de luta. Pergunto a elas sobre como filmar as cenas centrais em uma terra sem homens, um balé em câmera lenta de balas e tiros de canhões, e Jenkins se concentra nas cenas conversativas antes da carga perigosa e na frustração de uma continuidade de Mulher-Maravilha ser informada não.

Eu não pensei na de atingir ou de atacar“, diz Gadot. “Sempre foi, ‘Qual é o meu estado emocional? Por que vou fazer isso?’Jenkins pediu a Gadot que ajustasse a raiva da Mulher-Maravilha, geralmente, deixando-a baixa.

Ela não é viciosa“, diz Jenkins. Assista atentamente e observe Gadot lançando sua espada para espancar os alemães com o punho não fatal.  As audiências são usadas para blockbusters que pausam o enredo durante as cenas de ação para que as pessoas possam torcer. Mas estude os movimentos de Gadot e veja como a Mulher-Maravilha revela dimensões de sua personalidade, mesmo quando ela corre silenciosamente por um campo.

A história não para porque você está lutando“, diz Jenkins. “A luta é a história“.

Exatamente!“, Diz Gadot. “Para-para-” Ela acena as mãos procurando a palavra certa.

Demonstrar emoção?” Adivinha Jenkins, lendo sua mente.

Sim! Para expressar-se!Gadot sorri.

Atuar é tão corpóreo“, diz Jenkins. “Estamos lendo vários tipos de micro-pistas sobre outro ser humano e o que eles querem. Como ela está de pé, como ela está se sentindo, como ela está  se sentindo por dentro, como ela está se aproximando, são coisas sutis. As falas que ela diz são apenas uma parte disso.

A Mulher-Maravilha anda com confiança porque acredita que o mundo é amável. E quando é revelado que não é, sua linguagem corporal muda. Agora, sua confiança está em camadas – emoções que Gadot pensou muito antes de filmar cada cena  para que, quando ela estivesse no momento, ela não precisaria estar conscientemente delas. Ela imaginou-se usando as qualidades da Mulher-Maravilha quase como uma segunda roupa. A vida interior do personagem contou-lhe como se agir.

Essa cena crucial na torre de controle, onde a Mulher-Maravilha descobre que matar Ares não resgata a humanidade de sua fome de violência, foi um dos mais difíceis de obter. Os seres humanos crescem sabendo que são capazes tanto do bem como do mal. A Mulher-Maravilha pensou que éramos melhores do que isso, uma inocência que é tão estranha para os adultos, que parece ignorância. “É fácil ficar condescendente“, diz Jenkins. Gadot não estava apenas lutando contra o deus da guerra – ela teve que lutar contra o cinismo do público.

Grandes cenas de desempenho, onde voltas emocionais muito sensíveis importam, não acontecem durante a noite”, diz Jenkins. Ela se volta para Gadot e sorri. “De vez em quando eles acontecem! Como a cena da dança! “, Ela diz, pensando na cena em que Gadot e Pine se balançam na praça da cidade de aldeões libertados. “Essa foi a coisa mais fácil!

Gadot encolhe os dedos, “Como da primeira vez!

Tanto ela quanto Chris são super inteligentes“, diz Jenkins. “Como resultado, a rapidez de sua dinâmica, a velocidade de pequenas coisas como o movimento dos seus olhos e o tempo de reação, é incrível para mim“.

Tenho muita,  muita sorte de que o mundo fez com que Patty dirigisse esse filme“, ​​diz Gadot, radiante. A atriz fica irritada quando as pessoas pensam que Jenkins apenas se tornou diretora de Mulher Maravilha por ser mulher. “Não, Patty foi o diretor certo porque sabia exatamente o que queria e como obtê-lo“, insiste Gadot. Jenkins trabalha em torno de sets desde a idade de 20 anos, construindo seu currículo de operador de câmera para diretor de curta-metragem para o hitmaker feminino mais bem pago, bem, devemos agradecer ao seu salário para a continuidade de Mulher-Maravilha

Além disso, Jenkins nunca para de filmar até que ela tenha a cena perfeita. “Patty sempre dá o seu melhor“, diz Gadot, de modo que todo mundo no set se torna igualmente investido, até o ponto em que quando a estrela teve que filmar enquanto estava grávida de cinco meses – sua barriga foi pintada de verde para que pudesse ser animada na edição – Gal estava de bom grado atirando-se no chão durante as cenas. Eles decidiram não fazer uma segunda tomada das cenas.

No último dia da filmagem, Jenkins era ainda mais um perfeccionista do que o habitual. Era o aniversário do criador da Mulher-Maravilha, William Marston – pura coincidência – e tudo o que eles precisavam era uma cena final de Gadot agachada no chão. Mas Jenkins não conseguiu parar de pedir retomadas. Poderia Gadot inclinar-se mais para a frente? Ela poderia levantar o pé? As posições ficaram mais estranhas e estranhas. Certamente, eles tinham as filmagens? Jenkins teve que sufocar suas risadinhas. Ela simplesmente não queria que o filme terminasse.

Ela me pregou uma peça!“, grita Gadot. Ambos começaram a rir. A Mulher-Maravilha poderia ter descoberto o problema mais cedo com o laço da verdade. Mas a atriz não se importa nem um pouco.

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Fonte | Tradução e adaptação – Gal Gadot Brasil

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Gal Gadot e Patty Jenkins entre as 100 Mulheres Mais Poderosas do Entretenimento em 2017

O The Hollywood Reporter divulgou sua lista das 100 mulheres mais poderosas do entretenimento em 2017, mostrando mulheres que estremeceram Hollywood criando séries de TV inovadoras e filmes maravilhosos, com jornadas históricas e abrindo espaço para mais mulheres brilharem na indústria.

Gal Gadot e Patty Jenkins, a incrível dupla responsável pelo sucesso de Mulher-Maravilha, aparecem na categoria Power Squad (Equipe Poderosa).

No verão de 2015, Gadot e Jenkins se encontraram pela primeira vez em um restaurante de sushi em Atlanta, onde a atriz estava filmando Keeping Up With the Joneses. “Depois de duas ou três horas, senti como se eu estivesse sentada com uma das minhas melhores amigas porque temos tantas coisas semelhantes nas nossas vidas com nossas famílias, da maneira como vemos o mundo”, diz Gadot. Esse jantar marcou o nascimento de uma formidável dupla poderosa: a eventual diretora de Mulher-Maravilha, que dirigiu Charlize Theron para um Oscar de de melhor atriz por Monster de 2003, e sua estrela criaria um filme cujo a bilheteria global de US$ 822 milhões de dólares quebrou recordes (filme de ação live action com mais arrecadação dirigido por uma mulher) e excedeu as metas financeiras e críticas da Warner Bros., que lançou uma campanha para o Oscar. E daí que foi um casamento organizado e criado pelo estúdio, com Jenkins não podendo dizer quem lideraria seu projeto mais ambicioso até o momento (Gadot já havia aparecido no Batman v. Superman de Zack Snyder).

“Eu sou tão exigente sobre o elenco”, admite Jenkins. “Mas esse processo foi uma experiência maravilhosa de acreditar que pode acontecer de outra forma, além de ter que confiar apenas em mim e no meu instinto. Não poderia ter obtido mais sorte do que com a Gal”. Após negociações prolongadas, Jenkins iniciou uma sequência para 2019 (com um salário recorde para uma diretora feminina: na faixa de US$ 7 milhões a US $ 9 milhões com backend significativo). E isso fez com Gadot respirasse um suspiro de alívio. “Patty tem essa incrível habilidade de estar tão emocionalmente conectada com a história”, diz ela. “Sinto que sou a atriz mais sortuda do mundo”.

Mulher de Hollywood com quem eu trocaria de emprego por um dia:
Gadot: “Ninguém. Adoro o que faço. Às vezes, é pura diversão e prazer e às vezes desafiador e difícil, mas eu adoro porque é minha jornada especial”.

Os três convidados no meu jantar de sonho seriam:
Gadot: “Stephen Hawking, Malala Yousafzai e Patty Jenkins”.

Última série que maratonou:
Gadot:The Handmaid’s Tale”

Personagem de TV ou filme que eu mais me identifico:
Gadot: “Borat. Ha!”

Como eu gastaria um dia extra:
Gadot: “Me divertindo com minha família no meio de uma bela paisagem – ou dormindo!”

 

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Fonte | Tradução e adaptação – Gal Gadot Brasil

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Gal Gadot fala sobre Mulher-Maravilha e Liga da Justiça em entrevista para o jornal NZ Herald

Durante a press tour de Liga da Justiça em Londres, para divulgar o filme, o elenco concedeu diversas entrevistas para vários canais de comunicação do mundo todo. Deste a vez, Gal conversou com o jornal NZ Herald da Nova Zelândia. Confira abaixo!

Gal fala sobre interpretar mais uma vez a Mulher-Maravilha e como ela tem lida com a figura materna com os recém-chegados ao grupo, The Flash e Ciborgue.

“Obviamente, ela está mais experiente e tem mais compreensão do mundo agora, mas em seu interior, ela é basicamente a mesma personagem: ela ainda está cheia de amor, cheia de compaixão e se preocupa com as pessoas”, explica Gadot. “Ela também sente um maior senso de responsabilidade do que antes, especialmente com Flash e Ciborgue, porque ela os trouxe para a equipe e eles não têm experiência, são humanos e podem ser mortos”.

 

Gal também falou sobre a importância da Mulher-Maravilha para as mulheres e as meninas e sobre a retirada da personagem como Embaixadora da ONU.

Gadot admite que interpretar um personagem tão amado teve outro efeito colateral surpreendente para ela na vida real: inesperadamente a transformou em modelo e influenciadora para inúmeras mulheres e meninas. “É divertido porque nunca pensei nisso quando consegui o papel, mas agora sinto a importância do jeito que eu carrego e da mensagem que eu apresento ao mundo a fora, desde o momento que interpretei ela”, diz ela. “Isso é, especialmente assim como vivemos em uma era em que as mídias sociais significam que você pode ter milhares de seguidores que olham para você. Então, mesmo que eu não seja tão especial quanto as pessoas possam pensar – eu sou apenas uma atriz que teve a sorte para retratar esse personagem – ainda sinto que tenho uma responsabilidade para mulheres e meninas. Por isso, quando encontro com fãs – especialmente os jovens – é importante para mim mostrar-lhes algo positivo, algo de bom”.

É uma opinião que as Nações Unidas também pareciam compartilhar – embora brevemente – quando designaram Mulher-Maravilha a ser “Embaixadora Honorária para o Empoderamento de Mulheres e Meninas”

“Sim, eles fizeram, antes de mudar de ideia quando causou um barulho”, responde Gadot, claramente assustada com a decisão da ONU de retrair posteriormente a honra quando causou um barulho. “Achei realmente estranho que eles fizeram isso porque se trata de capacitar as mulheres com modelos positivos que promovem a igualdade, a justiça, os bons valores, o amor e a aceitação. Acho que a Mulher-Maravilha engloba tudo isso, por isso teria sido realmente bom tê-la nesse papel”.

 

Ben Affleck, que também estava presente na entrevista, falou sobre o desempenho da Gal como a heroína.

“Gal fez um trabalho incrível com esse personagem”, diz Affleck. “Ela transformou a Mulher-Maravilha de uma caricatura de desenho animado em um biquíni, com um jato invisível, em uma heroína verdadeiramente inspiradora e poderosa. É o mesmo com todos esses caras neste filme – todos levantaram a barreira com suas performances. Eu tenho a maior admiração e respeito por eles e o que eles conquistaram”.

 

Fonte | Tradução e adaptação – Gal Gadot Brasil

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Gal Gadot confirma saída de Brett Ratner de Mulher-Maravilha 2

Em entrevista ao programa americano Today Show, no dia 15 de novembro, Gal esclareceu a notícia divulgada pelo site Page Six, onde afirmava que a atriz deixaria a produção de Mulher-Maravilha 2 caso o produtor Brett Ratner, acusado de assédio sexual por algumas mulheres, não fosse afastado do projeto.

Durante sua conversa com a apresentadora, Savannah Guthrie, Gal confirmou a saída de Brett e explicou como isso aconteceu de fato. Além de falar sobre os filmes Mulher-Maravilha e Liga da Justiça. Assista o vídeo, legendado, abaixo!

 

Inicio > TV e Rádio | TV & Radio > 2017 > 15/11 | Today Show

 

Gal também compartilhou uma foto dos bastidores em seu Twitter:

Brilhante e cedo com o @TODAYshow conversando sobre Liga da Justiça. Obrigado por me receberem!

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Gal Gadot e Patty Jenkins trocam elogios em entrevista para o LA Times

O site Los Angeles Times disponibilizou uma entrevista, cheia de elogios, de Gal e Patty, além de uma sessão fotográfica maravilhosa das duas. Confira abaixo!

Quando Gal Gadot e Patty Jenkins se juntam, é puro amor — mas elas merecem.

Mulher-Maravilha está prestes a corar.

“Há uma inteligência sem esforço, e humor, e prazer”, diz a diretora Patty Jenkins, de Mulher-Maravilha, estrelado por Gal Gadot, que está sentada ao lado dela no sofá. “Você atingiu todas as notas de força, poder e cordialidade, mas há essa outra deliciosa qualidade que a Mulher-Maravilha certa pode trazer, que é ela estar confortável em sua própria pele, então ela pode ser engraçada, rápida e brincalhona; Esse espírito leve e maravilhoso de uma pessoa generosa. Isso me faz querer vê-la o dia todo e estar com ela e ser como ela.”

Então, olhando para o estilo de luta sem glamour da heroína:

“Uma das minhas coisas favoritas sobre Gal é -“

“- que ela corre muito engraçada”, interrompe Gadot, rindo.

“- é que você parece fantástica, não importa o que faça! Eu não estava saindo da minha direção para fazê-la parecer boa ou ruim, eu conseguia entender a atuação”.

Com algum constrangimento, a atriz olha para o entrevistador, que não vai contestar o assunto.

“Ela é super talentosa”, diz Gadot de sua diretora, se recuperando. “Quando nos conhecemos pela primeira vez, comemos um sushi muito bom, estávamos falando sobre a vida e o fato de possuímos essa ferramenta – o título de Mulher-Maravilha e tantas pessoas se preocupavam tanto com esse personagem, e como nós teríamos muita exposição. E ela não queria apenas fazer um filme divertido, queria que ele fizesse uma declaração. E nós vivemos em um mundo tão cínico agora, onde as piadas são com um piscar de olhos, queríamos dizer algo verdadeiro e real e muito necessário agora”.

“E ela é uma pessoa maravilhosa”, diz Gadot rindo, tocando o ombro de Jenkins, “e eu te amo tanto”. As duas riem, se abraçando.

Sim, uma conversa com Jenkins e Gadot é uma grande festa de amor. Para ser justo, estas duas ganharam uma volta da vitória.

Há muitas razões pelas quais a amada Amazona levou 75 anos para chegar ao cinema, mas numa época em que os orçamentos de US$ 150 milhões são comuns, é difícil explicar educadamente porque nenhuma mulher recebeu as rédeas de um sucesso até agora. Jenkins é a primeira e a primeira diretora feminina a ter um filme de ação live action com mais de US$ 800 milhões arrecadados (pelo menos US$ 200 milhões a mais do que o recorde anterior Mamma Mia!), entre seus muitos registros de bilheteria.

E, enquanto os filmes anteriores do Universo de Liga da Justiça tinham em média uma pontuação no Rotten Tomatoes equivalente a uma batida em um beco escuro (36%), Mulher-Maravilha- é um dos filmes mais revistos do ano (92%). Dizer que foi feito com um toque mais leve é como comparar o shiatsu com a carícia de uma bigorna. Mas não era apenas o humor e a ausência de filtros verdes escuros: a própria heroína representa um idealismo que não possui seus predecessores severos.

Jenkins diz: “Isso é algo que Gal e eu acreditamos – uma heroína que é durona e poderosa e todas essas coisas, mas também amorosa, pensativa e gentil”.

Gadot acrescenta: “Ela nunca viveu sob qualquer mentalidade social de que os homens são melhores ou mais fortes e as mulheres inferiores. Ninguém queria trazer uma personagem que estava pregando algo e zangada, mas ela é inconsciente nesta questão de gênero.”

“Muitas vezes, quando você vai ver filmes, a mulher forte é dura, fria e distante. Queríamos torná-la real. As mulheres sempre foram fortes e independentes, mas elas também foram calorosas e amorosas e gentis”.

Gadot cita a insistência de Jenkins na verdade emocional, mesmo nas cenas de luta. A diretora a dirigiu contra a raiva, fazer chutes e socos apenas significava um fim.

“Eu fiz alguns filmes de ação antes”, diz a estrela de vários filmes de Velozes e Furiosos, bem como Vizinhos Nada Secretos. “Esta foi a primeira vez que eu pude fazer a ação de maneira tão emocional”.

Jenkins nunca considerou o gênero como uma limitação à sua mensagem. “Eu só quero fazer coisas bonitas, grandes e poderosas que são divertidas e interessantes, mas que tenham um impacto na sua vida e podem mudar o mundo”, diz a diretora de seu plano de carreira. “Eu não acho que exista um gênero para o qual você não deveria apontar. Achava [em alguns anos] que os documentários eram as coisas mais emocionantes e incríveis, ou os filmes da Pixar eram a coisa mais incrível. Não há gênero que eu esteja fechada. Penso que a arte sempre foi assim – as coisas sérias são levadas mais a sério. Mas isso não significa que seja verdade, e não penso nisso assim”.

A positividade do filme pode ser um dos fatores que o separa de seus iguais e obtenha uma força na temporada de prêmios.

“Outro dia, em uma sessão de perguntas e respostas, no SAG um membro disse que sua sobrinha, ela perdeu suas duas pernas e acho que ela tem 7 anos, ela vê Mulher-Maravilha todos os dias e é assim que ela ganha poder e força”, diz Gadot. “É esmagador”.

Jenkins diz: “Todos têm uma Mulher-Maravilha dentro delas, sem olhar por gênero.”

“Quando eu estava no DGA, um cara que tinha uma espinha bífida e que estava em uma cadeira de rodas, ele disse: “Passei toda a minha juventude com uma camisola e estava nu, sendo cutucado e pressionado e sem controle… Quando ela tira seu manto e entra [no campo de batalha] com tão pouco – quão vulnerável ela era, e ainda tão forte…”

“Foi muito emocional para ele”.

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Gal Gadot fala sobre as acusações sexuais de Brett Ratner e as críticas de James Cameron para Mulher-Maravilha

Durante maratona de entrevistas que aconteceu no último dia 03 em Londres, Gal conversou com o site Inquirer sobre as acusações de abuso sexual contra Brett Ratner e as críticas feitas por James Cameron. Leia abaixo!

“Este comportamento deve ser condenado”, respondeu Gal Gadot quando perguntada sobre as acusações sexuais contra Brett Ratner, cujo RatPac é co-financiador de vários filmes da Warner Bros., incluindo Liga da Justiça, onde ela interpreta Mulher-Maravilha. “É inaceitável e não deve ser tolerado”.
A Warner Bros. cortou seus laços com Brett, já que numerosas alegações de assédio sexual e má conduta contra o produtor-diretor por mulheres, incluindo a atriz Olivia Munn, saíram.

“Sim, fiquei surpresa”, acrescentou Gal sobre as reivindicações em uma entrevista recente no Rosewood Hotel, em Londres. Homens e mulheres revelaram incidentes de abuso por talentos e executivos de Hollywood, uma vez que numerosas mulheres acusaram publicamente o produtor Harvey Weinstein de assédio sexual.

“Eu nunca tive essa experiência, trabalhando em estúdio ou com um produtor. Estou feliz por ter havido essa direção agora que as mulheres e os homens estão expressando e falando sobre o que passaram. Porque toda a mentalidade de usar o poder para ganhar algo de forma manipuladora não está certo. Essas pessoas que estão saindo e contando suas histórias que aconteceram décadas e décadas atrás mostram que elas nunca tiveram um alívio. O fato deles estarem falando agora é muito importante. Espero que, com o tempo, ela (a cultura) mude porque não é assim que deveria ser”.

Gal também respondeu a uma pergunta sobre a crítica do diretor James Cameron sobre Mulher-Maravilha, seu blockbuster de sucesso conquistado por Patty Jenkins. Em seus comentários, James citou o personagem Sarah Connor de Linda Hamilton de seus filmes da franquia O Exterminador do Futuro e ressaltou que ela (Sarah) “não era um ícone de beleza”. Gal foi Miss Israel em 2004.

Estas foram algumas das observações de James: “Todos os bélicos de felicitações que Hollywood fez com Mulher-Maravilha foram muito mal orientados. Ela é um ícone concretizado, e é apenas a Hollywood masculina fazendo a mesma coisa de sempre! Não estou dizendo que não gostei do filme, mas, para mim, é um passo para trás. Sarah Connor não era um ícone de beleza. Ela era forte, estava incomodada, era uma mãe terrível, e ganhava o respeito da plateia através de areia pura. E para mim, (o benefício de personagens como Sarah) é tão óbvio. Quero dizer, metade da audiência é feminina! Eu estava certamente chocado porque (meu comentário) era controverso. Olha, provavelmente foi um pouco ingênuo da minha parte, mas vou acrescentar um detalhe, que é: eu gosto do fato de que, sexualmente, ela teve a vantagem com o personagem masculino, o que eu achei divertido”. Gal disse: “Eu não sei por que era tão importante para ele dizer isso. Eu não concordo com tudo o que ele disse. Eu sou uma grande fã de seu trabalho, e fiquei surpresa ao ler isso”.

A atriz também questionou as observações de James hostilizando, em suas palavras, “que uma mulher forte vem de uma experiência ruim, o que é estranho”.

Ainda em outro tópico controverso – Gal recebeu apenas US$ 300.000 para Mulher-Maravilha, que se tornou um blockbuster. Alguns estão dizendo que o que Gal e Patty foram pagas em Mulher-Maravilha reflete a diferença salarial de gênero em Hollywood.

Perguntada se ela achava que seu pagamento era injusto, Gal respondeu: “Eu direi que Warner Bros. me deu a oportunidade de assumir esse papel e prosperar com isso. Sem eles, eu não estaria aqui sentada. Com isso, tudo estava de acordo, fiquei muito feliz e satisfeita e eu faria isso de graça”.

“É importante para mim como uma mulher, alguém que é justa e cuidadosa, sempre me importo com isso”, disse Gal, ressaltando a questão da igualdade de remuneração. “Por causa da personagem que eu interpreto, há mais uma responsabilidade em garantir que as coisas aconteçam do jeito certo”.

Ela está entusiasmada com o importante aumento salarial que Patty está conseguindo para dirigir a sequência de Mulher-Maravilha. A cineasta foi citada dizendo que ela está usando seu salário em Mulher-Maravilha 2 para ajudar a dar um golpe contra a desigualdade salarial de Hollywood.

Em temas mais leves, Gal – arrasando em um vestido vermelho de Alexander McQueen – disse sobre trabalhar novamente com Henry Cavill, que está de volta como Superman em Liga da Justiça. “Foi maravilhoso. Nós não compartilhamos muitas cenas. Na maioria, são seqüências de luta, mas foi ótimo.” No elenco do filme dirigido por Zack Snyder também estão Ezra Miller (The Flash) e Ray Fisher (Cyborg).

Sobre se ela teve algum problema com o guarda-roupa vermelho e azul apertado, Gal respondeu: “Não, isso não aconteceu (risos). Quando filmamos Mulher-Maravilha em Londres, estava congelando porque era inverno. Quando filmamos Liga da Justiça foi bom e caloroso porque filmamos tudo no estúdio. Jason (Momoa, como Aquaman) e Ben (Affleck como Batman) tinham trajes por baixo, e todos estavam suados. Mas eu estava ótima. Eu não estava com frio, e tudo o que precisava ser coberto estava coberto”.

Quando ela não está brincando o laço dourado e a tiara da, Gal gosta de relaxar em casa com seu marido, o empresário israelita Jaron Varsano, com quem ela tem duas filhas, Alma e Maya. “Eu fiz frango tikka masala na noite passada antes de sair de casa”, ela compartilhou. “Eu amo cozinhar. Para mim, cozinhar faz com que a casa se pareça nosso lar “, disse Gal, acrescentando que ela também gosta de cantar, “mas não como profissional”.

Quanto um tempo para ela mesma, Gal admitiu: “Honestamente, eu preciso fazer mais por mim… nos últimos seis meses foram esmagadores, com a bebê (Maya, nascida em março passado) e o problema de saúde que eu tive nas costas, e Liga da Justiça está chegando… ”

Sendo a filha de uma professora de educação física (sua mãe, enquanto seu pai é engenheiro), Gal disse que fez vários esportes, incluindo o basquete. Ela era competitiva? “Muito”, ela confessou com uma risada. “Eu era boa em defesa porque eu era a mais alta”, lembrou a mulher que se tornou uma treinadora de combate no exército israelense. “Eu fui boa em rebotes e defesa. Também joguei vôlei. Foi ótimo para mim porque aprendi a trabalhar em equipe. Também joguei tênis de de dupla e eu era ruim”.

O espírito competitivo impulsionou Gal enquanto entrava na faculdade, então seguiu modelando e atuando. Ganhar o título de Miss Israel (ela competiu na edição do Miss Universo de 2004 no Equador) abriu o caminho para mais oportunidades na indústria do entretenimento israelense, até que ela conseguiu o papel de Gisele em Velozes e Furiosos. Ela estava ficando frustrada em Hollywood e estava pensando em permanecer em Israel para sempre, até que Zack lhe pediu para fazer uma audição para “algo”. E esse algo acabou se tornando Diana Prince / Mulher-Maravilha em Batman vs Superman: O Despertar da Justiça.

Gal apareceu nesse filme, o que levou ao filme solo de sucesso, Liga da Justiça, a sequência de Mulher-Maravilha, Flashpoint e o drama, Deeper.

 

Fonte | Tradução e adaptação – Gal Gadot Brasil

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Gal Gadot concede entrevista ao jornal Estado de São Paulo

Durante a conferência de imprensa de Liga da Justiça, Gal Gadot concedeu uma entrevista ao jornal brasileiro Estado de São Paulo. Confira abaixo!

Hollywood já tem dona: Gal Gadot

Três noites antes percorrer mais um tapete vermelho estendido na entrada de um cinema para a estreia de Liga da Justiça, no início de novembro, em uma gélida Londres – cuja temperatura se aproximava do 0º C -, Gal Gadot ouviu de um amigo a teoria de que o filme protagonizado por ela, Mulher-Maravilha, lançado em junho deste ano, havia mudado o jogo de Hollywood para sempre – e para o bem. Depois de experiências positivas com protagonistas femininas no cinemão blockbuster, principalmente com a franquia Jogos Vorazes, de Jennifer Lawrence, o longa-metragem dirigido por Patty Jenkins, enfim, mexia no universo dos super-heróis que mais parecia um vestiário masculino. Tantas produções depois, uma personagem feminina, uma heroína, ganhou o lugar de maior destaque do cartaz – e que passa com louvor pelo teste de Bechdel, aquele criado para determinar o papel das personagens femininas em produções de cinema e televisão independentemente de pares masculinos.

“Ele me disse que, mesmo subconscientemente, aquele filme transformou as coisas. Com se ele tivesse sido um gatilho para que algo mudasse”, conta Gal, sentada em uma das duas poltronas posicionadas no centro do quarto decorado como o local de trabalho da arqueóloga Diana Prince, a versão “civil” da Mulher Maravilha – sim, heróis também têm empregos. “E, dias depois, estamos conversando aqui de novo. Isso me faz pensar que talvez seja verdade.”

A presença da força do feminino no Clube do Bolinha mais rentável (os filmes de heróis) de um ambiente já exageradamente machista e abusivo (Hollywood) é fundamental no discurso de igualdade de gêneros. Coincidência ou não, meses depois de Mulher Maravilha, o filme, o antigo sistema parece ter rachado.

Carreiras de abusadores passaram a afundar, um a um, a partir das denúncias contra o produtor todo-poderoso Harvey Weinstein. Vimos tombos enormes, como de Kevin Spacey, chutado para fora da série House of Cards e carta fora do baralho de Hollywood. “Se for isso, mesmo, eu fico feliz”, diz Gadot. “Acho que a ideia de alguém usar o poder que tem para manipular e conseguir algo de alguém contra a vontade dela é inaceitável. Apoio a todos aqueles que estão passando a limpo e torço para que essa mentalidade mude logo.”

 

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Gal Gadot entre as ’25 mulheres incríveis que estão mudando o mundo’ da revista People

Devido ao grande sucesso de Mulher-Maravilha, Gal vem ganhando reconhecimento e se tornando uma inspiração para muitas pessoas, com isso a revista People listou 25 mulheres incríveis que estão mudando o mundo e não poderia ter deixado a nossa heroína de fora. Leia a tradução da matéria abaixo!

O filme de super-herói, protagonizado por Gal Gadot e dirigido por Patty Jenkins, invadiu a bilheteria neste verão, ocupando o primeiro lugar no final de semana de abertura em junho, passando a se tornar o maior filme de ação de live action dirigido por uma mulher. Mulher-Maravilha 2 já está confirmado para estrear em dezembro de 2019.

“Eu ainda preciso de tempo para processar tudo, porque foi tão incrível, incrivelmente maravilhoso”, disse Gadot, de 32 anos, a People na edição desta semana.

A atriz israelense inicia a “25 mulheres que estão mudando o mundo” ao lado de cinco Mulheres-Maravilhas da vida real: a enfermeira Kelly Lynch, a piloto da Marinha, Khadijah M. Nashagh, a bombeiro do Sul da Califórnia, Lovie Jung, a pediatra Liza Kearl e a Capitã da Força Aérea, Staci Rouse.

“Elas são as verdadeiros heroínas”, diz Gadot, que acompanha outras estrelas como Pink, Uzo Aduba, Jessica Chastain e America Ferrera, bem como a epidemiologista Dra. Celine Gounder, a fundadora da Whole Child International, Karen Spencer e a primatologista e antropóloga Jane Goodall, nesta lista deste ano.

Como um antigo soldado israelense (o país exige que todos os cidadãos se alistem ao completarem 18 anos), Gadot tem uma apreciação em primeira mão pelas as mulheres que atuam hoje. “Há algo muito importante e único sobre o fato de que você está colocando sua vida de lado para você dar algo em troca ao seu país”, ela admite. “Há algo muito lindo sobre esse altruísmo”.

A ex-Miss Israel continua: “Meu serviço durou 2 anos, mas em um mundo ideal, eu adoraria que todos os países não tivessem um exército para que não tenhamos que lutar um contra o outro. Mas esse não é o caso – ainda não estamos em um mundo ideal. Há ainda um longo caminho a percorrer.”

Enquanto o sucesso de Mulher-Maravilha deu um grande passo na direção certa para fortalecer as mulheres, Gadot quer que o filme influencie positivamente nas escolas sobre a reflexão dos homens.

“É incrível que as meninas estejam expostas ao visual de mulheres fortes que estão lutando tão lindamente e com esse relacionamento de irmandade incrível e se importando uma com a outra, mas ainda podem segurar uma espada e cavalgar”, diz a mãe de duas meninas. “Mas você não pode apenas capacitar as mulheres. Você também deve educar os homens. Este filme é para todos. É para os meninos irem ao cinema e ver que as mulheres podem ser incríveis e poderosas e fortes e inspiradoras, e não só eu.”

“Seria fantástico se as pessoas não tivessem pressa para julgar uns aos outros e poderiam se colocar nos lugares das outras pessoas”, diz ela. “As pessoas têm suas opiniões muito sólidas muito rápido, e às vezes é baseada em algo que é impreciso”.

Inicio > Ensaios Fotográficos | Photoshoots > 2017 > Gillian Laub – People (Estados Unidos)

 

Fonte | Tradução e adaptação – Gal Gadot Brasil